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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Malanje – Quedas de água de Kalandula

E voltaram as viagens para fora de Luanda!!!

Desta vez o destino escolhido foi: Malanje!!! Visita às quedas de água de Kalandula (antigas Quedas Duque de Bragança). Sem dúvida é fantástica esta obra criada pela natureza…

Um pouco mais cultural, as quedas de água ocorrem no Rio Lucala e possuem cerca de 400 metros de altura e 105 metros de largura. São consideradas as segundas quedas mais altas de África!!! Imagino que as primeiras devem ser as Victoria Falls na Zâmbia!!!

Não tentem fazer rafting pois muito provavelmente vão se dar mal…

Deu para ir e vir no mesmo dia, embora acaba por ser cansativo não pela distância mas pela atenção que se tem que ter porque ainda existem muitos buracos na estrada e que muitos deles não dá como escapar.

Fica para uma segunda oportunidade ir visitar também os seguintes pontos turísticos de Malanje:

- Pedras negras de Pungo-Andongo em Pungu-a-Ndongo;
- a Palanca Negra gigante na Reserva Natural do Luando;
- Os rápidos do Kwanza;
- Parque Nacional de Cangandala.

Palavras para quê? Ficam umas fotografias das quedas de água…



terça-feira, 10 de junho de 2008

Huambo – Fim do dia e jantar

O dia antes de regressar ao inferno do trânsito de Luanda, e depois dos passeios à tarde chega o cair da noite!

Começou alegremente o fim do dia em que fui para um bar/disco por volta das 17h30 e começou a sessão de birras!!! Acabando o stock do que estava a beber se seguiu para outras marcas mas com o objectivo bem traçado! Birra! Birra! Birra!

Fui embora passadas umas largas horas que já me esperavam para jantar e, estou mesmo à candongueiro, ainda fui a conduzir com uma birra na mão até ao destino do jantar!!!

Segui para o jantar e a jornada de birras parou mas começou outra… Entre Gin, vinho e whisky assim foi feito o meu jantar que durou até altas horas da noite…

O efeito de ir “cair na noite” ficou adiado para outra visita ao Huambo e visitar a discoteca que existe pois nessa noite não dava mais…

Os passeios no Huambo – Ilha dos Amores, Albufeira

O segundo dia de passeio foi dedicado para ir a uma Albufeira que tem até umas mesinhas para piqueniques. Sitio calmo e agradável para se estar. Calmaria aqui não falta para aliviar o stress!!! Nem toda a gente aprecia mas é bom para recuperar a disposição.




Saindo da albufeira, o próximo destino foi “A Ilha dos Amores”! Depois de passar Caála, chegar a Equnha e fazendo mais uns largos quilómetros sempre a olhar para o depósito do combustível pois ia sempre esvaziando sem haver nenhuma bomba (também era difícil lá haver…), quando estava quase para desistir e voltar para trás, perguntei a uma habitante onde seria a tal ilha e que me disse que faltava um quilómetro.

Entusiasmado por estar quase a chegar ao destino, achado paradisíaco, encontrei um desvio, sem uma única placa a indicar mas lá cheguei ao lugar. Paradisíaco!!! Onde??? Um rio a passar por umas pedras, os bancos de canas para sentar, umas mesas para piqueniques, um espaço com carvão para grelhados, um recinto com música que até mal aos ouvidos faz (pela distorção que fazia) e trinta mil olhares sobre “O que faz aqui um pula neste recinto?” foi motivo para dar meia volta e ir embora completamente desiludido…


Ainda chamam à Ilha dos Amores um “complexo Turístico???”. Até podem chamar mas avisem assim:

Leve o seu almoço nós disponibilizamos o grelhador!!!

Leve as birras sempre as pode por na água para não aquecerem!!!

Leve uma dama para quando estiver bem chupado dica a dama pelos campos ou no rio!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Huambo

Localizada numa zona de planalto, apresenta um clima tropical de altitude. Outrora, a agricultura aqui foi rainha e a sua escola de agronomia chegou mesmo a ter cotação internacional. A sua capital, foi até há poucos anos atrás, a segunda cidade do País. Nova Lisboa (designação colonial do Huambo) fora criada pelo Estado colonial para ser a capital de Angola para assim, centralizando o Poder, dominar e desenvolver mais facilmente todo o Território.

Bastante debilitada pela guerra dos últimos anos, a Província relança a sua economia. A agricultura produz principalmente: milho, feijão, batata, batata-doce, café arábica, maracujá, plantas aromáticas, trigo, eucalipto e pinheiro. A pecuária é caracterizada por uma bovinicultura de carne e de leite, além da criação de caprinos. As indústrias ressurgem e servem os sectores alimentares, têxteis, materiais de construção, couro e calçado, bebidas, tabaco, madeiras e mobiliário. A agricultura e a pecuária são tradicionalmente as principais actividades económicas da Província, havendo, no entanto, recursos minerais tais como ouro, estanho, Wolfrâmio e fluorite.

Devido aos grandes confrontos da guerra resulta o grau elevado de degradação e destruição das infra-estruturas, situação que se reflecte em todos os domínios da vida da província.

É Reflexo desta situação as deficientes condições das infra-estruturas sanitárias, da fraca oferta dos serviços de ensino, do limitado fornecimento da água e energia, acesso as vias de comunicação, falta de oportunidades de empregos, baixos sustento económico e insuficiência de quadro administrativos.





sexta-feira, 6 de junho de 2008

A chegada ao Huambo

Antes de chegar ao Huambo, mais ou menos uns 5 quilómetros do cruzamento para a província do Bié e de Benguela encontra-se uma piscina de água quente mesmo duma nascente de água quente – Águas Térmicas do Alto Wama.



A chegada ao Huambo e o alojamento feito no Hotel Nino (razoável) estava na hora de meter algo no estômago. Direitinho ao restaurante aconselhado – “Restaurante da Central” para comer um buffet que incluía leitão (bem melhor do que já comi em Luanda mas muito a desejar ao da Mealhada) e Bacalhau à Braz. O restaurante com uma decoração engraçada com umas cabeças de gado e peles de animais mas com espaço também para uns instrumentos musicais que aos fins-de-semana anima o restaurante com música ao vivo.


Ainda no mesmo dia foi feito o passeio turístico e dos namorados para ir à “Granja Pôr-do-sol” onde se visita uns relvados enormes com animais a andar por lá tais como coelhos, cavalos, macacos, patos, etc.. Não muito a falar sobre este jardim que parece o jardim do Campo Grande em Lisboa, mas aqui no Huambo paga-se AKZ 500 para entrar…












quinta-feira, 5 de junho de 2008

À descoberta do Huambo

Destino: Huambo
Província: Huambo
Distância de Luanda: 600 Km
Horas de distância: aproximadamente 7 horas

No fim-de-semana prolongado lá fui disposto para conhecer outra província de Angola – o Huambo.

Viagem para a província com uma distância de, aproximadamente 600 quilómetros de Luanda com estrada relativamente boa. Verifica-se alguns troços que ainda não estão totalmente concluídos mas acho que até às eleições irá estar tudo pronto.

E sim, fica a informação, dá para ir com uma viatura de turismo!!! Embora existem zonas em que é necessário alguma atenção, principalmente nos desvio com areia muito “fininha” que convêm não fazer paragens pois ficarão lá parados com o carro a derrapar…

Certo que deu para ir em grande parte do caminho a uma velocidade de 180 a 200 km/h.

Não arrisquem é a ir com uma viatura de turismo se estiver a chover!!! Acho que se vão dar mal… Mas como já passou a época das chuvas e as próximas eleições são antes da próxima época das chuvas então acho que estão salvaguardados…

O pior troço situa-se entre Quibala e Wako-Kungo mas entre as restantes cidades já se verifica uma auto-pista. Entre Quibala e o Alto Dondo a estrada está excelente.

Aqui ficam umas fotos do caminho até ao Huambo.













sexta-feira, 23 de março de 2007

Tentativa de deslocação a Dalatando

A primeira grande viagem que tentei fazer mais os meus amigos cá em Luanda, foi até Dalatando. Primeira etapa seria chegar a Catete, de seguida ao Dondo e por fim, Dalatando.

A jornada começou, não à hora prevista, devido aos atrasos normais e seguimos viagem com o nosso objectivo traçado. A estrada por onde seguimos, teríamos que passar por Viana, que chegar até lá somos vítimas de um trânsito infernal, demorando aproximadamente 2 horas para fazer uns simples 14 quilómetros. Depois de passar Viana, a estrada até Catete está aceitável, rezando para que não se acerte nos buracos existentes pelo caminho, sujeito a furar um pneu ou mesmo a ter um forte acidente.

A informação que nos foi dada era que a estrada já estava arranjada para seguirmos esta viagem. Contudo, um pouco mais à frente, apercebemo-nos de desvios feitos de terra batida devido à reconstrução da estrada. As obras a serem realizadas estão a cargo de empresas chinesas. O que acho brilhante é que, ao longo do caminho, só se vêm setas a indicar os estaleiros chineses, mas tudo em caracteres chineses e não em português!! Todos nós nos interrogamos porque não está também em português, afinal estamos num país em que a língua oficial e dominante é o português mas pelos vistos são aceite placas noutra língua.

Chegamos a Catete, e na esperança que iríamos fazer uma paragem para tirar umas fotografias e apreciar, por exemplo a estátua em homenagem ao Primeiro Presidente da República de Angola, o Exmo. Dr. Agostinho Neto (a sua terra) e outros pontos de interesse que poderíamos visitar, tal não aconteceu. O tempo era apertado para tentar chegar à província de Malange e não houve tempo para paragens.

Agora sim, começava a verdadeira aventura pelas estradas fora de Luanda!!!

A estrada em pedra e em areia não permitia andar muito depressa. Excepção feita aos camiões e alguns carros que passavam por nós a velocidades completamente alucinantes para o piso existente. Para estes, das duas uma, ou os carros não são deles ou não lhes custou a ganhar o dinheiro para os terem!!! A paisagem alcançada é repleta de imbundeiros, característica da vegetação de África.




Após esta fase da estrada e de 5 horas de viagem, aproximamo-nos duma estrada (se é que se pode chamar estrada) que tem bocados de alcatrão e cortes acentuados, devido, mais uma vez, aos confrontos entre o MPLA e a UNITA. Depois de decorrer 6 quilómetros num tempo recorde de 30 minutos, decidimos perguntar a um camionista quanto quilómetros faltavam e como estava a estrada até chegar ao Dondo. Ao ser confrontado com esta pergunta, o camionista respondeu que ainda faltavam cerca de 30 quilómetros e que a estrada ia sendo cada vez pior!!! Não foi preciso mais para fazermos inversão de marcha e regressar para Luanda.

Parámos a meio para o almoço, em piquenique, tendo como mesa, a frente da pickup cheia de comida e bebida para tirar a fome com que toda a gente já levava, assim como o cansaço da estrada. Parámos num mercado à beira da estrada, e fomos abastecermo-nos com fruta para levar. Esta fruta tinha um aspecto magnífico e havendo de todo o género e a um preço muito mais barato do que os praticados em Luanda. Ao pararmos perto do mercado, somos cercados por dezenas de miúdos, não para assaltar mas meramente para venderem um saco para levarmos as frutas, e estamos a falar de uns meros 5 / 10 kwanzas!!! Mas de qualquer modo, era notório o ar de satisfação destas crianças, que não conhecendo outra realidade, tirando onde estão metidos, pareciam as pessoas mais felizes à face da terra!

Voltámos à estrada, e regressamos a Luanda, fazendo de volta a estrada que se encontra péssima, e o que piora, é que já se sabe como está a estrada, porque passámos por ela até chegar onde estávamos!!!
Nem sequer conseguimos chegar ao Dondo, muito menos ao nosso objectivo que era Dalatando, contudo, não deixou de ser uma aventura lindíssima assim como aproveitar para conhecer um pouco mais da realidade de Angola, além da cidade de Luanda. E fora da cidade de Luanda acredito que é espelhado melhor aquilo que tanto se fala de África!!