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sexta-feira, 16 de março de 2007

O passeio para a Barra do Dande

Em fins de Junho, decidi mais uns amigos meus que se encontram aqui em Luanda, fazermos um passeio até à Barra do Dande. Lá nos pusemos em marcha, com a partida agendada para as 8 horas da manhã com o primeiro destino ao cemitério dos barcos. Lugar agradável mas, na minha opinião, não vale a pena o desvio que se faz para o ir visitar. Viagem que ficou animada com a presença de dois chineses que ficaram atolados na areia, com um jipe que estava nitidamente danificado (danificado é um adjectivo muito fraco mesmo...), quer por fora quer por dentro. Tentámos ajudar a tirar o jipe destas duas alminhas, que de português nada falavam, com uma corda que eles tinham e que foi amarrada à pickup que levei. A corda era extremamente frágil que acabou por se partir e não conseguimos retirar o jipe, visto estar com o eixo traseiro já assente na areia. Foi então que apareceu um grupo de angolanos, decididos a ajudar os dois chineses, mas à troca de uma gasosa, claro está! Esta negociação não correu muito bem, visto que eles não falavam português e os angolanos não falavam chinês, mas os chineses também não estavam muitos disposto a ter que fazer a sua contribuição aos angolanos e então ficou decidido que não era necessário ajuda. Disseram que vinham uns amigos deles para os ajudarem. O que é certo é que quando estávamos a ir embora passou por nós um camião enorme cheio de chineses lá dentro para irem ter com os seus amigos. Isto sim é união e entreajuda!!!

Seguimos então o nosso objectivo de chegar à Barra do Dande.

Ao estacionar o carro na Barra do Dande, apanhámos um barco de pescadores, para atravessar 100 metros do rio, visto que a ponte estava destruída, ainda da guerra entre o MPLA e a UNITA. Ao atravessar o rio para a outra margem, apanhámos boleia de um tractor que nos levou ao condomínio que lá existe e chamado de “Paridíseos”.

Aproveitar mais um dia de praia, um pouco para o falhado, visto que esteve frio e o sol andou escondido durante todo o dia.

Foi, de qualquer modo, útil para a prática de uma partida de futebol entre amigos, suficiente para desgastar fisicamente e libertar metade do tabaco que fumei (assim como os meus amigos) ao longo da semana sem praticar qualquer desporto. Foi fácil de notar, pois ao fim de dez minutos a correr na areia, já estávamos todos cansados.

Partimos para o almoço neste aldeamento, onde surgiu a maior desilusão. Todos nós pedimos o prato do dia, caldeirada de marisco, em que nos apareceu um único prato à frente pela quantia de AKZ 3 000 (USD 37), e isto só o prato!!! Um preço completamente absurdo para a qualidade mostrada e o serviço prestado, mas enfim!

Decidimos dar ainda uma volta pela vila, e fomos ao miradouro onde se consegue ver a junção entre o Oceano Atlântico e o Rio Dande. Lugar onde existem algumas casas antigas, lindas e grandes, pertencentes aos portugueses que cá estiveram antes da Independência.
Depois desta visita, regressámos à cidade para mais uma jornada semanal de trabalho.